Estamos sempre no sítio certo, mesmo quando não queremos lá estar! Acho que é por isto que dizem que o universo é perfeito…

Hoje vou escrever muito.
Hoje vou escrever sobre mim, sobre os meus pensamentos, emoções, experiência e até alguns devaneios mentais que surgem na sequência de processos de reflexão tão intensos que, por vezes, nem eu os aguento!

[🤔🤔🤔 Isto também te acontece?! Ou, serei um alien?!]

Por isso, escrevo para ti. E claro, gostava imenso que me pudesses ler até ao fim. Era mesmo importante para mim que o fizesses. Mas, se não for possível, seja lá por que motivo for, está tudo bem.

⬇⬇⬇
Então, cá vai.
Já te contei que o final do ano passado trouxe consigo o fim de um ciclo na minha vida?!

Pois bem, é verdade!
Agora que já passou praticamente um mês, já me sinto capaz de te falar do assunto.

Como todos os fins, este fim, também foi bastante doloso para mim. Eu sabia que era inevitável a mudança, mas como pessoa de fé que sou, tive a esperança mesmo, mesmo, mesmo até ao último momento, que aquela que era no início uma não opção, não tivesse que passar a ser a opção escolhida.

Vou contactar-te o que aconteceu.
Ou melhor, vou deixar que leias uma parte das intenções que eu escrevi para o Retiro de Outono sobre Desapego, em Novembro do ano passado.

[Entretanto já comecei a escrever as intenções para o Retiro Inverno – Perdão, transformar o sofrimento em esperança]

“(…) A minha própria cura tem ocorrido desde o primeiro instante em que o universo trouxe a mim o apelo de organizar este Retiro do Desapego, em todas as suas dimensões – mental, emocional e material. Se 2017 foi para mim o ano do desapego, então este retiro, mesmo no final de 2018 veio dizer-me que nada está garantido, que nada é para sempre. Por isso, o trabalho a ser feito é um contínuo em mim, que provavelmente nunca terá fim. Afinal, é no desequilíbrio que ocorre o crescimento. Eu aceito e agradeço, independentemente das dores.

Estou de partida de Lisboa. Vou deixar aquela que foi para mim (não importa se foi para mais alguém) oficialmente a minha primeira casa. Foram mais de 3 anos em que partilhei com estas paredes muitos sorrisos, muitos momentos de pura felicidade com os amigos, muito amor, amizade e conquistas. Mas, também muitas lágrimas, angustia, desespero e ansiedade que nem consigo medir.

Foi uma importante bandeira de independência que consegui erguer, ainda que tenha saído de casa dos meus pais, para estudar, aos 17 anos. Foi aqui que surgiram os primeiros insight daquilo que é hoje a minha vida profissional. Foi aqui que essas ideias deram os primeiros passos. Foi aqui que celebrei o início de uma nova jornada. Foi aqui que festejei cada conquista e chorei cada queda. Foi aqui que dormitava enquanto vinha a mim a missão de encher de cura e luz os corações puros. Foi aqui que organizei o último retiro do primeiro ciclo de retiros dos Retiros das Estações, ou seja, este nosso Retiro de Outono.

Mas, como as Estações do Ano, os Ciclos Lunares, as Marés do Mar, os dias e as noites entre tantas outras coisas, a nossa vida também é cheia de ciclos e este meu ciclo chegou ao fim! Não sei o que me espera. Não sei onde será o meu próximo porto seguro nesta casa maior que é a Mãe Terra, mas sei que ele existe e está à minha espera pacientemente, até que eu tenha atingido o entendimento necessário para o reconhecer, aceitar e habitar.(…)”

😐😐😐

Assim, foi. Assim, aconteceu.
Na altura que escrevi esta palavras ainda me sentia sem rumo. Lisboa foi um local de passagem ao qual sempre estarei grata, principalmente pela possibilidade de crescimento que me trouxe. Adoro pessoas, mas preso imenso a minha própria companhia e nisto, Lisboa foi uma verdadeira best friend. Deu-me a segurança necessária para sozinha percorrer aquele que era o meu caminho, ao mesmo tempo que cruzou na minha vida as chamadas “pessoas certeiras”, aquelas que já mais imaginarias dar uma possibilidade de conhecer noutro contexto, aquelas que num segundo deixam de ser “mais uma pessoa” e passam a ser “a pessoa”!

Tenho consciência que nenhum outro sítio do mundo tinha servido tão bem o propósito de expansão, desenvolvimento e open mind que Lisboa me proporcionou, nestes últimos anos. E, foi nesta altura que eu senti pela primeira vez fazer sentido a expressão “SÓ TEMOS DE ESTAR ONDE ESTAMOS!”. De facto! Bingo. Fez-se luz para mim. Eu só podia ter estado ali. Claro!

💡💡💡

Foi um período de crescimento pessoal, académico e profissional incomparável, mas já não havia mais a receber! A fonte esgotou. Perdi imensa qualidade de vida nos últimos meses e não era sequer já viável a nível económico manter-me a viver lá, pois profissionalmente apenas precisava de estar em Lisboa 1 ou 2 vezes por semana. Sair de Lisboa e aumentar a minha qualidade de vida passou estar nos meus objetivos. Contudo, tenho que te confessar uma coisa. ⛔ Havia uma não opção: voltar para Coruche, a minha terra natal.

Quando saí de Coruche saí magoada. Quase de fugida, tal não eram as dores que carregava comigo. Tinha tido uma experiência profissional negativamente marcante e isso, abalou-me imenso! Senti literalmente na pele a expressão “Filhos da Terra não fazem milagres!”. Isto levou-me a um estado depressivo e pouco enérgico que não reconhecia em mim. Senti-me diminuída, inferiorizada e até alguém sem valor.

😮😮😮

Foi difícil lidar com tudo isto, mas lidei. Tive que ir para fora. Tive que sair para ver melhor o que estava a acontecer. Curar. Perdoar. E, seguir. Foi um processo que decidi percorrer e que não sei se está longe ao perto do fim. Sei apenas que desde que comecei a trabalhar na energia do Retiro Inverno – Perdão, transformar o sofrimento em esperança (que é precisamente sobre Perdão) comecei também a aceitar fazer as pazes com este cantinho no limite entre o Ribatejo e o Alentejo, que é Coruche.

[o universo parece que consegue mesmo colocar todos os astros e energias a conspirar!]

Mas bem, estou a contar-te tudo isto porque mesmo depois de muito ter desejado um milagre para não ter que voltar ao colo da família e à minha terra natal, cá estou eu!

Mantenho o meu trabalho, clientes e projetos em Lisboa. Surgiram mais umas quantas possibilidades de expansão da felicidade corporativa quer no Ribatejo, quer no Alentejo. E na verdade, aquilo que eu temia ser um filme de terror, está a dar-me a possibilidade de estar cada vez mais alinha com os meus valores e propósito.

Por isso, desvalorizando os riscos que é fazê-lo e focando-me no meu objetivo maior de PROMOVER A FELICIDADE A UM NÚMERO CADA VEZ MAIOR DE PESSOAS, resolvi trazer comigo para o Ribatejo, os Retiros das Estações!

[o processo até aqui foi lento, mas isso eu conto-me noutro post durante esta semana. I promese 🤞]

Creio que é a primeira vez que aquela que é a Capital Mundial da Cortiça acolhe um retiro de desenvolvimento pessoal e espiritual, não associado a qualquer religião!

🔝🔝🔝

Adoraria poder contar contigo, que me leste até aqui, neste retiro. Mas, se não for possível, peço-te apenas que partilhes com os teus amigos/familiares esta ideia. Quem sabe não é precisamente isto que eles estão a necessitar neste momento das suas vidas, para mudar de vez aquilo que há anos (ou há uma vida) procuram mudar?!

Dia 1, 2 e 3 de Março, em Coruche!


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